Somos o que somos, ou poderia ter sido diferente?!?!
Quantas vezes você já foi pego de assalto com essa questão?
Poderia ter sido diferente? poderia ter tido um outro emprego? ou se casado com fulana ao invés de sicrana….quantas oportunidades já se foram?….acaso ou comodismo?
As vezes vivemos mais com olhos no passado, pelo que não fizemos, do que com os olhos no futuro, no horizonte das possibiliades.
Foi por essas questões, que também me invadem a mente, resolvi compartilhar com você o texto abaixo:
Versões de mim
Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.
Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (Unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com aDoralice, feito aquele teste…
Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz – aliás, o nome do bar é Imaginário – sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:
Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.
E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.
Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?
Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia…
Eu sei, eu sei… disse alguém sentado ao lado dele.
Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol dojogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
Como é que você sabe?
Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei… Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…
Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele,que em seguida se apresentou.
Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula.O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa noRio…
E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.
Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?
Você…
Morri com 28 anos.
Bem que tínhamos notado sua palidez.
Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo… E ter levadoo chute na cabeça… Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para oserviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…
Você deve estar brincando – disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha aminha cara, mas parecia mais velho e desanimado.
Quem é você?
Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.
Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta.
Eu lotava o bar.Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente.
Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
Quem é você? perguntei.
Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
E..?
Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo…
Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (Unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com aDoralice, feito aquele teste…
Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz – aliás, o nome do bar é Imaginário – sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:
Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo.
E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.
Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?
Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia…
Eu sei, eu sei… disse alguém sentado ao lado dele.
Olhamos para o intrometido… Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:
Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol dojogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.
Como é que você sabe?
Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me atirei… Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante…
Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele,que em seguida se apresentou.
Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula.O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa noRio…
E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.
Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?
Você…
Morri com 28 anos.
Bem que tínhamos notado sua palidez.
Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo… E ter levadoo chute na cabeça… Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para oserviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado…
Você deve estar brincando – disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha aminha cara, mas parecia mais velho e desanimado.
Quem é você?
Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.
Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta.
Eu lotava o bar.Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente.
Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.
Quem é você? perguntei.
Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.
E..?
Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo…
Creio que a vida não é feita das decisões que você não toma, ou as atitudes que você NÃO teve, mas sim, aquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado
Vamos acreditar em nós!!!!!!!!!!!!!!!
Vamos acreditar em nós!!!!!!!!!!!!!!!
Ola! Olha eu adorei o teu new blog, mas achei q vc ia postar tudo em ingles! hauhauh! Mas já coloquei um link no meu pro teu novo espaço! E adorei a surpresa ai embaixo viu! BJS
Mimi Ka.
Agosto 8, 2007
Oi, que bom vc ter vindo aqui, seja bem vinda ao meu novo blog. Aqui serei bem mais descontraído que no outro(que ainda continuo, pois é a apple of the eyes), esse é pra quebrar o coco, mas sem estourar a sapucáia.
Bjs.
SidCafeina
Agosto 8, 2007